quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

Radio Genève já em 2005

Bonjour!!!

A Radio Genève começa 2005 em sintonia com a serenidade, sem perder de vista o ph ácido de suas papilas gustativas.

Agradecemos pelas várias manifestações de carinho recebidas após a nossa última emissão e temos o prazer de reproduzir as palavras de uma leitora-ouvinte sobre o processo de recepção das informações emitidas pela Radio Geneve:

“É um jeito da gente saber que o Thiago existe e o pulso ainda pulsa, no meio de uma gente marcada pela solidão. E a presença dele faz bem, é aconchego, companhia, explosão de vida como diria Clarice Lispector. A rádio existe pra gente saber que não estamos sós e é possível criar jeitos de romper a dor, a distância, a solidão. A rádio Geneve é um jeito lindo de dizer que a gente se tem. Feliz 2005 pra todos nós, do mundo inteiro. Desvalidos, uni-vos!” (Fátima Chaguri, Ribeirão Preto, SP).

Sim, a inter-subjetividade passa pela subjetividade e aqui nos encontramos todos.

Voilà, passemos agora as noticias do novo ano:

- Vivir para contarla: No início, as ruas forma invadidas por calças e casacos com motivos (para)militares, camuflados nas cores verde, cinza e preto. Agora, não cansamos mais de ver esses casacos lisos e beges, também com apelo militar, que trazem no braço esquerdo uma pequena bandeira da Alemanha. A Radio Genève pergunta: serão todas essas referencias uma maneira de dizer que estamos todos fartos de violência no mundo?

- Compaixão: Na terça-feira da semana passada, uma bela missa ecumenica foi realizada na Catedral protestante de Geneve em homenagem às vitimas do tsunami. Dentro da igreja, enquanto catolicos procuravam, sem sucesso, por imagens nas paredes, portestantes olhavam fixamente para as dezenas de telas de plasma que reproduziam as cenas da cerimonia ao vivo. Entre as cenas mais marcantes, destacamos as trocas de olhares insinuantes entre alguns adolescentes, todos muito perfumados por sinal. La estava ela novamente: a pressao insuportavel da realidade.

- Quem dá mais: Uma pesquisa conduzida pela Radio Geneve revelou que a maior parte das doações às vitimas do tsunami são feitas por pessoas de baixa renda, ao contrario do que a logica poderia supor. A conclusao é que quem tem mais do que precisa ter sempre se convence que não tem o bastante – e fala demais por não ter nada a dizer.

- Rapped Eye Movement: Na quarta-feira da semana passada, o REM fez um dos seus primeiros shows da turne Around the Sun 2005 em Geneve, no Arena (bus Genève Aéroport). Michael Stipe, o vocalista da banda, em atuaçao esplendida subiu ao palco com uma pintura preta ao redor dos olhos. Nada de zorro, nem de historias em quadrinhos, parecia mais uma tarja preta mesmo para vedar os olhos que, felizmente, permaneceram bem abertos durante o show. Dentre as cançoes, a que mais fez o publico chorar foi “Everybody Hurts”, cuja gravaçao voce escuta agora na Radio Geneve:

When the day is long
And the night
The night is yours alone

When you're sure you've had enough
Of this life
Well hang on

Don't let yourself go
'Cause everybody cries
And everybody hurts sometimes

Sometimes everything is wrong
Now it's time to sing along
(When your day is night alone) / Hold onHold on
(If you feel like letting go) / Hold on

If you think you've had too much
Of this life
Well hang on

'Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts

Don't throw your hand
Oh, no
Don't throw your hand

If you feel like you're alone
No, no, no
You are not alone

If you're on your own
In this life
The days and nights are long

When you think you've had too much
Of this life
To hang on

Well, everybody hurts
Sometimes
Everybody cries
And everybody hurts
Sometimes
And everybody hurts
Sometimes
So, hold on
Hold on
Hold on / (Not, not, not, not)
Hold on / (Not)
Hold onHold on / (Not)
Hold on / (Not, not, not, not)
Hold on / (Not)
Everybody hurts
Not, not, not, not, not
Not alone

A canção não é sobre suicidio, como já se pensou um dia, é uma palavra amiga de conforto. E como é bonita...

Radio Genève: o seu coração bate mais forte aqui.

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